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quarta-feira, agosto 11, 2010

Menores da Unis fazem seis pessoas reféns durante cinco horas de rebelião




Os internos da Unidade de Integração Social (Unis), em Cariacica, que abriga adolescentes em conflito com a lei, se rebelaram na noite desta terça-feira (10).
De acordo com o Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases), 70 jovens participaram da rebelião, que começou por volta das 21h30 e durou cerca de 5 horas.
Quatro agentes sócio-educativos e dois menores foram feitos reféns. Os internos ainda queimaram colchões, depredaram os prédios da unidade e atiraram pedras em direção a casas de moradores da região, pedestres e viaturas da Polícia Militar. Eles estavam armados com barras de ferro. Um dos reféns chegou a pular o muro para fugir das agressões. Por volta das 3h o Batalhão de Missões Especiais (BME) invadiu a unidade. Os policiais usaram uma escada para chegar a um dos prédios. Enquanto isso, os reféns, que já tinham sido agredidos, eram ameaçados de morte.
Balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo foram utilizadas pelos PMs e, pouco depois, o tumulto terminou. O padre Xavier Paolilo, coordenador da Pastoral do Menor, da Igreja Católica, que esteve em frente à Unis durante a noite desta terça, diz que a contenção da rebelião foi repressiva e que não houve chance para negociar com os adolescentes.
"Eu costumo dizer que a Unis é um verdadeiro caixão social, onde se enterram adolescentes e funcionários junto com os meninos", afirmou Paolilo.
Ele contou também que durante o final de semana uma fuga foi frustrada e uma revista foi feita por agentes que, segundo os internos, os teriam agredido. Esses podem ter sido os motivos da revolta dos adolescentes.
Em maio, outra rebelião gerou momentos de tensão, também com agentes feitos reféns, mas na ocasião, a polícia não precisou invadir a unidade. Para padre Xavier, a Unis não cumpre seu papel de ressocialização, porque o projeto pedagógico que deveria recuperá-los não é colocado em prática. "Tem adolescente que está lá há dois anos e não sabe assinar o próprio nome, quer dizer, ficaram dois anos sob a tutela do Estado e nem sequer foram alfabetizados", disse o religioso.

Tensão para vizinhos
Os moradores do entorno da unidade passaram a noite acordados. Um deles, o porteiro Antônio Carlos Alves, 53 anos, conta que a casa em que mora com a família foi alvo das pedras jogadas pelos internos e que o barulho só cessou após as 4h. ""Nós já não estamos aguentando mais viver assim. Nós não dormimos quando tem 'zoeira', nós não dormimos quando tem rebelião, ou fuga", conta o morador, que gostaria que a Unis fosse instalada em outro local.

Atendimento médico

De acordo com o Iases dois dos agentes feitos reféns receberam atendimento médico e foram levados a um hospital onde ficaram em observação e não sofreram ferimentos graves. Já dois adolescentes, que também foram agredidos pelos internos rebelados, foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), e voltaram para a Unis.
Após a rebelião foram feitas varreduras no local durante a revista e nada foi encontrado. As causas da rebelião serão apuradas pela corregedoria do instituto, inclusive se houve agressões por parte dos agentes contra os menores.
Quanto às críticas sobre o projeto pedagógico, o Iases diz que ele existe e é posto em prática. Na última sexta-feira mais um espaço, em que serão ministrados cursos profissionalizantes, foi inaugurado.

Fonte:gazetaonline.globo.com Data:11/08/2010 - 08h35

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