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segunda-feira, janeiro 24, 2011

Fugas e rebeliões

A primeira rebelião em unidades de menores aconteceu em 1977, em São Paulo. A idéia se espalhou pelo país e os motins passaram a ser rotina. Jovens encapuzados sobre os telhados das unidades, com facas artesanais nas mãos é uma cena que foi repetida dezenas de vezes. Assim como fazem os adultos nas cadeias, os menores também passaram a fazer reféns, que podem ser funcionários ou outros companheiros de unidade. Igualmente passaram a invadir o“seguro” (local especial onde são colocados os menores que correm risco de morte pelos companheiros) e a matar jovens detidos lá. Outra atitude que copiaram dos adultos foi a de levar companheiros “desafetos” para o telhado e exibi-los, com facas no pescoço, ameaçando matá-los. Uma rotina de violência e terror. Só em São Paulo, em sete anos, foram 277 rebeliões, 697 fugas com 4.686 menores fugitivos.
As fugas ocorrem em unidades grandes ou pequenas, na capital ou no interior paulista. São José dos Campos, março de 2006: vinte e um menores armados com facas artesanais (naifas) renderam seis monitores, pularam um alambrado e fugiram em uma Van que estava estacionada próximo ao portão de saída da unidade. Derrubaram o portão lançando o veiculo sobre ele e fugiram. Assim, fácil. Em outra fuga, também em 2006, em Franco da Rocha, tudo foi planejado via celular. Quando os menores saíram, correndo pela porta da frente, num “cavalo doido” (quando um grupo, em fuga, sai correndo, que nem “cavalo doido”, pela porta da frente da cadeia), a quadrilha deles já estava esperando do lado de fora: entraram nos carros e sumiram.
Em julho de 2007, quarenta e sete menores fugiram do Complexo Tatuapé, depois de render vários funcionários. Nas ruas, renderam pelo menos três motoristas, roubaram seus carros e fugiram.
Foi a última fuga deste complexo, que chegou a abrigar 1900 menores em suas 18 unidades, e que no final de 2007 foi desativada pelo governo de São Paulo. Os jovens foram enviados para unidades com menor número de adolescentes. A idéia do governo paulista é desativar também o Complexo Brás, na região Central da cidade, que no início de 2008 tinha 11 unidades com mil Adolescentes. A proposta era deixar o local para jovens em internação provisória (ainda não julgados pela Justiça) com 500 vagas. Todos os internos já julgados ficariam em unidades pequenas, para, no máximo, 60 menores. Um projeto para longo prazo mas com o objetivo de dar mais qualidade de vida aos jovens infratores. Uma experiência que começou em 2007 e surtiu resultado: foram apenas cinco as rebeliões naquele ano. Nas unidades com até 60 jovens, não houve rebeliões nem fugas. Lá eles têm possibilidade de estudar, fazer cursos profissionalizantes e desenvolver atividades culturais e esportivas.
Fonte:http://pessoas.hsw.uol.com.br

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