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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Jovens entram na venda de drogas para sustentar vício

Ernesto Braga
Publicação: 13/02/2011

Uma fonte de renda capaz de sustentar o vício em entorpecentes e a compra de bens de consumo. Segundo especialistas, esse é o principal atrativo que o tráfico de drogas exerce sobre adolescentes infratores. Para o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC Minas e ex-secretário-adjunto de Estado de Defesa Social, a falta de programas de geração de renda para os menores contribui para que eles sejam aliciados para a venda de entorpecentes, passando a se envolver menos em outros crimes. “Essa migração reflete a consolidação do tráfico em Belo Horizonte, principalmente de crack. Os adolescentes não estão preocupados em ganhar dinheiro para sobrevivência ou sustento da família, mas para manter o consumo e adquirir seus bens”, disse.A juíza Valéria da Silva Rodrigues, da Vara de Atos Infracionais do Juizado da Infância e da Juventude de BH, afirma que 90% dos menores envolvidos no tráfico recebem o pagamento em droga. “Eles vão consumir ou revender sua parte. Descobrem que, trabalhando para o tráfico, ganham fixo, muito mais do que na rua, e estão mais protegidos. Na rua correm um risco muito maior de ser presos e não sabem quanto vão lucrar com o furto ou roubo”, destaca a magistrada.Para o filósofo Robson Sávio Reis Souza, especialista em segurança pública e pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), embora as estatísticas do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (CIA-BH) apontem maior participação dos adolescentes no tráfico de drogas, “por trás deles sempre há um adulto”. “O menor sabe que a possibilidade de comércio da droga é grande. Mas responsabilizá-lo pelo avanço do tráfico é minimizar um problema muito maior. Numa comunidade onde há venda de drogas, apenas de 3% a 5% dos jovens entram para esse tipo de comércio”, pondera.
Classe alta
Valéria Rodrigues ressalta que a maior inserção dos adolescentes no tráfico não se resume à falta de renda. “O problema não está só no aglomerado. O menor da classe alta vai ao morro, pega o carregamento e vende em casa, no conforto do seu apartamento na Zona Sul, com seus colegas. Não é só a parte social e econômica que leva o adolescente a traficar. É o seu caráter, seja num aglomerado ou numa família de classe média ou alta”, afirma.De acordo com ela, menores apreendidos confirmam o lucro, sobretudo diante da disseminação do crack por todas as classes sociais. “Por ser subproduto da cocaína, eu achava que o crack atendia as classes menos favorecidas. Mas os meninos relatam que carrões param lá no Morro do Papagaio (Região Centro-Sul) para comprar a droga. Eles contaram que, uma vez, uma mulher chegou num carro grande, uma caminhonete, e, quando eles viram um bebê no banco de trás, não tiveram coragem de vender para ela”, relata.A juíza acrescenta que outras políticas de segurança pública na capital, como a instalação das câmeras do sistema de monitoramento eletrônico Olho Vivo, contribuíram para a migração dos menores para o tráfico de drogas. “Os meninos estavam sendo pegos pelo Olho Vivo, que coibiu principalmente os furtos”, diz. Foram instaladas 72 câmeras no Centro, Barro Preto e Região da Savassi e 84 na área do 34º Batalhão da Polícia Militar (bairros Padre Eustáquio, Caiçara, Alípio de Melo e Pedreira Prado Lopes, na Região Noroeste, além das imediações do Mineirão, na Pampulha).
Fonte:http://www.em.com.br

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