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terça-feira, fevereiro 15, 2011

Sobre:Jovens provocam tumulto no Ceip do Horto

Quatro jovens arrancaram as barras de ferro das grades de proteção do Centro e quebraram toda a parte elétrica e lâmpadas de um dos setores do local.
Fernando Zuba - Repórter - 11/02/2011
Uma briga entre adolescentes infratores e agentes socioeducativos mobilizou a Polícia Militar (PM). O confronto aconteceu no Centro Socioeducativo Santa Terezinha (CSEST), localizado no Bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte. De acordo com um funcionário que pediu para não ser identificado, na noite da última quinta-feira, agentes da unidade foram rendidos e ameaçados de morte. “O tumulto inicial só não se transfomou numa grande rebelião porque os internos notaram a presença de policiais militares”, revelou.

Ainda conforme o funcionário da unidade, quatro internos se rebelaram após o jantar, quando se recusaram a entrar no alojamento. “Eles tiraram as camisas e os chinelos e ficaram somente de cuecas. Em seguida, arrancaram as barras de ferro das grades de proteção e começaram a quebrar as lâmpadas de um dos setores do local”, relatou o funcionário, acrescentado que agentes chegaram a ser rendidos e ameaçados de morte. “Os adolescentes tumultuaram o local, mas quando notaram as sirenes e a presença de policiais militares, se acalmaram e foram contidos por outros homens responsáveis pela segurança do Centro”, contou.

Em nota, a Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase) informou que, devido o tumulto ocorrido no Centro Socioeducativo Santa Terezinha (CSEST), a Polícia Militar foi acionada e a situação foi rapidamente controlada. Esclareceu também que não houve reféns ou feridos.

Os quatro adolescentes que iniciaram uma depredação na unidade e tentaram render dois agentes socioeducativos foram levados ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (Cia-BH), para serem ouvidos pelo delegado, juiz, promotor e defensor que atuam na unidade. Três dos adolescentes envolvidos têm 18 anos e o outro, 17. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o centro tem capacidade para abrigar 33 adolescentes. Atualmente, trinta e dois cumprem medida socioeducativa de internação no local.

No mês passado, o Hoje em Dia revelou que nos últimos três anos, 30 adolescentes infratores morreram sob responsabilidade do poder público em Minas Gerais. Destes, pelo menos 18 foram assassinados enquanto estavam encarcerados ilegalmente em cadeias ou presídios. Outros 11 homicídios ocorreram no interior de Centros de Internação Provisória (Ceips).

De acordo com a promotora Andréa Mismotto Carelli, que coordena o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude de Minas Gerais (CAO/IJ), farta documentação comprova que, entre 2008 e 2010, nove adolescentes foram assassinados enquanto estavam presos ilegalmente em cadeias ou presídios.

Mas o número de óbitos pode dobrar. A promotoria investiga a morte de mais nove adolescentes que estavam em estabelecimentos de privação de liberdade mantidos pelo poder público. O levantamento também indica que 11 adolescentes foram assassinados enquanto estavam recolhidos em Ceips e uma menina foi morta em regime de semiliberdade.

A Suase informou que desconhecia a ocorrência das 30 mortes de adolescentes infratores sob a responsabilidade do poder público em Minas Gerais. Mas afirmou que faria um levantamento dos últimos quatro anos em unidades prisionais e cadeias junto ao sistema prisional e à Polícia Civil.

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