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quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Defesa Social adia divulgação de dados sobre criminalidade

Balanço não é repassado há 13 meses; especialista critica decisão.

LUCIENE CÂMARA
Especial para O Tempo

A promessa do governador Antonio Anastasia de romper ontem o silêncio de quase 13 meses sobre os dados de crimes violentos em Minas não foi cumprida. A entrevista coletiva que anunciaria os números de homicídios, tentativas de homicídios, roubos e estupros, marcada para o período da tarde, foi adiada para amanhã, em horário ainda não definido. O motivo é a ausência do secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, que sofreu um atropelamento no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. Andrada estaria trabalhando em casa, segundo sua assessoria.

coletiva para divulgar as estatísticas havia sido marcada após denúncia feita com exclusividade por O TEMPO, no último dia 16. A reportagem trouxe cópia do memorando 5008.2/2012, assinado pela cúpula da Polícia Militar, que proibia os comandantes de batalhões de repassarem índices de criminalidade à imprensa. Além disso, surgiram suspeitas de que boletins de ocorrência estariam sendo ‘maquiados’ pela polícia.

A suspensão da coletiva só fez aumentar a insatisfação de estudiosos e instituições especializadas. Para o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luís Felipe Zilli, a divulgação dos dados não necessitaria da presença do secretário se não fosse toda a polêmica causada pelo próprio governo. "É lamentável essa demora", ressaltou.

Os números sobre crimes violentos em Minas não são divulgados desde janeiro de 2011, diferentemente do que acontece em outros Estados, como São Paulo, onde os dados são atualizados mensalmente no site da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Em Minas, apenas as estatísticas referentes a crimes não violentos, como furto, ficam disponíveis para o acesso por meio da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) ou dos batalhões e delegacias das 18 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp) do Estado.

A especialista do Instituto Brasileiro de Direito e Política de Segurança Pública (Idesp), Cecília Olliveira, acredita que pesquisadores, jornalistas e cidadãos em geral têm o direito de saber o que se passa no interior dos órgãos públicos, conforme previsto na Constituição. "A transparência deve ser a regra e não a exceção".

Enquanto o governo omite os dados, outras instituições anunciam o aumento da criminalidade no Estado. O Observatório de Favelas, por exemplo, divulgou que Betim, Contagem e Ribeirão das Neves estão entre os 20 municípios brasileiros com maiores taxas de mortalidade por violência entre adolescentes.
Fonte: http://www.otempo.com.br

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