"Agentes de Segurança Socioeducativo ajudem ao SINDSISEMG a melhorar as condições do Sistema Socioeducativo, filiem-se, acessem e participem dessa conquista.

terça-feira, agosto 09, 2011

Adolescentes e a dependência do cigarro



Por Cláudia P. S. Nogueira
Atualmente o tabagismo é amplamente reconhecido como uma doença, constituindo a maior causa isolada de adoecimentos e mortes precoces em todo o mundo, os quais podem ser evitados. A dependência da nicotina obriga os fumantes a se exporem a mais de 4700 substâncias tóxicas, sendo um fator causal de aproximadamente 50 doenças.

A dependência do cigarro é física, comportamental e psicológica, sendo que a dependência física é responsável pela síndrome de abstinência e a liberação de substâncias que dão sensação de bem-estar; a dependência comportamental apresenta-se na forma de condicionamentos, rituais e associações ao ato de fumar; e a dependência psicológica é responsável pela sensação de ter no cigarro um apoio para lidar com sentimentos de solidão, frustração, pressões sociais e tensões do dia a dia.

Na adolescência, por exemplo, ocorre a fase das dúvidas, das transformações e da necessidade de aceitar a si mesmo e de ser aceito pelos outros, e o cigarro é usado para superar esta fase conturbada. A maioria dos fumantes começa a fumar entre 13 e 16 anos, pois é neste período que muitos adolescentes começam a buscar no cigarro um apoio para momentos de dificuldade, para superar a timidez e conflitos de relacionamento, enfrentar as mudanças, pressões e exigências e, ainda, para buscar a própria independência ou pela simples imitação de comportamento.

Além disso, as empresas produtoras de tabaco para atingir seu público-alvo e garantir clientela, vendiam e vendem o cigarro a preços baixos, ocultando os verdadeiros males que este causa à saúde e, durante muitos anos, através de propagandas, anunciavam o cigarro como um meio de mostrar-se adulto e independente, associando à mulher fumante, atributos de beleza, charme, sensualidade e emancipação, bem como associando ao homem fumante, atributos como coragem, vigor físico, virilidade, sucesso e rebeldia, atributos estes tão valorizados na fase da adolescência.

Apesar da proibição destas propagandas esse conceito é muito forte e presente ainda nos dias de hoje e por isso o cigarro adquire na vida do adolescente o papel de ajudante, companheiro e amigo, quando na verdade impede o enfrentamento de conflitos através dos seus próprios recursos e dificulta o seu desenvolvimento e amadurecimento.

O fumante acredita que suas habilidades estão vinculadas ao cigarro e que só realizará determinadas atividades com o auxílio dele. Na realidade, a habilidade é sua, mas por não saber distingui-la, atribui ao cigarro. Desta forma o fumante acredita que só pode criar se fumar, raciocinar se fumar e até manter relacionamentos somente se fumar e desenvolve rituais, associações e condicionamentos que são reforçados a cada cigarro que é aceso.

A cada tragada, em aproximadamente 10 segundos a nicotina chega ao cérebro e ativa os receptores da nicotina e imediatamente o cérebro libera as substâncias dopamina e seretonina, que dão sensação de prazer e relaxamento imediatos, promovendo a sensação de bem-estar. Com o passar do tempo, o organismo aprende que, ao fumar, haverá sensação de bem-estar e prazer que reforçam comportamentos. Sempre que descobrimos prazer em determinado comportamento, passamos a repeti-lo espontaneamente.

O vício relacionado ao cigarro se instala de forma lenta e sorrateira, ao mesmo tempo em que ocorre perda do autocontrole, negação da dependência e a necessidade compulsiva, onde a pessoa que fumava um cigarro passa a fumar cinco, depois dez e quando percebe está fumando um maço por dia. Após aproximadamente seis meses fumando, o ciclo de dependência da nicotina já se instalou no cérebro e a dependência é física, comportamental e psicológica.

A dependência psicológica precisa ser tratada tanto quanto a dependência comportamental e física, por meio de técnicas que envolvem o estímulo ao autocontrole, para que o indivíduo possa aprender como escapar do ciclo vicioso da dependência e a tornar-se independente e agente de mudança de seu próprio comportamento.

Cláudia P. S. Nogueira – Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Trabalha, no SPA Sorocaba, tratando problemas de tabagismo, estresse, distúrbios do sono e síndrome do pânico. CRP: 06/32758

Fonte:http://www.melhoramiga.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua participação é importante para nosso aperfeiçoamento e avaliação das demandas necessárias dos Agentes de Segurança Socioeducativos, contamos com a educação, o bom senso a o união de todos na construção de um sistema melhor e verdadeiramente eficiente.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

LEI DO PORTE DE ARMA PARA AGENTE

Vamos participar desta campanha para que nossa categoria tenha o porte de arma estabelecido em lei, não perca tempo.

Clik na imagem para participar

Os Agentes precisam dê seu voto

Os Agentes precisam dê seu voto
Participe da Petição Pública, clik na imagem acima.