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quinta-feira, junho 30, 2011

Crises econômicas empurram adolescentes ao crime

Os adolescentes foram as maiores vítimas das crises econômicas do Brasil nas últimas décadas. Segundo um estudo realizado pelos economistas Mônica Viegas Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Marcos Lisboa, da Fundação Getúlio Vargas do Rio (FGV/Rio), o ingresso maciço de adolescentes em atividades criminosas, por causa de quedas do salário real ou piora na distribuição de renda, explica quase todo o aumento dos homicídios nos Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais desde os anos 80. Essa explosão de violência fica clara em dados apresentados no trabalho de Mônica e Lisboa: de 1980 a 1997, a taxa estadual de homicídios por 100 mil habitantes aumentou 201% em São Paulo, de 12,71 para 38,26.

Ao entrarem no crime, os adolescentes praticamente selam o seu destino: uma enorme proporção acaba sendo assassinada antes dos 30 anos. Esse contingente de homens jovens assassinados, vindos na esmagadora maioria da camada mais pobre da população, representa bem mais da metade de todos os homicídios na região estudada. Em 1997, 73,85% dos homicídios masculinos em São Paulo ocorreram na faixa etária entre 15 e 35 anos. E a taxa de assassinatos de homens é, ao longo dos anos, aproximadamente dez vezes maior que a de mulheres.

O estudo dos dois economistas mostra também que, ao contrário do que muitos pensam, as crises econômicas quase não afetam a disposição de adultos para entrar no crime. A correlação entre queda de salário real e crime, que é muito forte entre 15 e 19 anos, praticamente desaparece para as faixas etárias acima de 20 anos. "A crise, por pior que seja, não tira o adulto da vida honesta", diz Lisboa. "É o filho adolescente dele que é empurrado para o crime."

Mas o aspecto mais dramático do quadro relevado pelos dois economistas é o fato de que os adolescentes, quando optam pelo crime, quase nunca retornam à vida de estudo e trabalho honesto, mesmo quando a economia se recupera. O aumento da taxa de homicídios causado por essas gerações jogadas no crime tende a perdurar por vários anos. Na verdade, essas ondas de violência vão caindo lentamente, à medida que os jovens criminosos se vão matando uns aos outros, como explica Lisboa. "Na prática, é como se fosse uma pena de morte informal."

Fonte:http://www.nossacasa.net

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