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terça-feira, junho 14, 2011

Gravidez nos Presídios e Pais Provisórios

Por: Elizabeth Misciasci

A Gravidez nos Presídios é tema pouco tratado no âmbito social. As sérias dificuldades nos períodos de Pré Natal, Pós Parto, Aleitamento Materno, e Separação Pós Parto, que são inúmeras, tornam-se pequenas, quando o assunto é: -"Para onde meu bebê irá"? -"Quem ficará com essa criança"?... -"Será que verei meu filho um dia"...

Os Pais Provisórios das Mães Encarceradas, foram a Salvação de muitas Mulheres e de seus filhos.

Pais Provisórios

Um assunto um tanto quanto delicado e que necessita de uma atenção especial e constante, trata dos filhos que nascem nos cárceres.
Uma mulher que encontra-se grávida na condição de presa, nem sempre tem alguém para cuidar, criar ou amparar a criança que esta prestes à vir ao mundo.

Há alguns anos atrás, uma Missionária Batista, criou o Projeto Acorde que nasceu com o objetivo de prestar assistência conseguindo Pais Provisórios para algumas destas crianças. O Projeto Acorde, idealizado pela irmã Salete, mesmo recebendo apoio do Governo do Estado, passou por várias dificuldades e sua precursora, acabou se afastando do sistema prisional, buscando forças para retomar este trabalho.



Os Pais Provisórios, não adotavam legalmente as crianças, eles apenas se comprometiam a ficar com estas até que a mãe cumprisse a pena imposta. Entre as responsabilidades assumidas junto com a criança, os pais provisórios se comprometiam a educar, sustentar e levar de quinze em quinze dias, para visitar a mãe, recebendo uma verba para garantir a subsistência deste filho.

A mulher encarcerada, após o parto, tem o direito de ficar com seu bebe durante o aleitamento materno, porém, o período que este bebe poderá ficar com sua mãe, varia não é igual em todos os Estados.

Há unidades prisionais brasileiras, que permitem (até por uma questão de condição) que o bebê permaneça em cela com a mãe, bem como o período de aleitamento materno, chega á seis meses.

Em São Paulo são quatro meses o período do Aleitamento, depois a criança é entregue aos familiares, ou vão para uma de custódia, na maioria das vezes, sem nem ter roupinhas para vestirem.

Foi justamente vendo esta problemática e afim de evitar este distanciamento, que nasceu pelo Projeto Acorde os Pais Provisórios.

Mesmo não atuando nos últimos dois anos nos cárceres como antes, no trabalho de Pais Provisórios, as crianças que são filhos de reeducandas que fazem parte deste projeto, encontram nestes pais as mãos estendidas.

Estando sob a guarda destes Pais, sendo assistidas por estes seres de luz, casais da igreja Batista que sem adotar e na incerteza de que estas crianças irão estar sempre por perto, se entregaram. Abrindo mão de muitos interesses, os casais que se ofereceram como pais provisórios, se dedicaram de corpo e alma para a formação destas crianças necessitadas e até então, sem eles, com destino incerto.

Os pais provisórios, sempre foi a pratica da caridade e a distribuição infinda do mais puro e desinteressado amor.


Há mães que depois de cumprirem suas penas, precisam da ajuda destes pais para se readaptarem e acostumarem seus filhos com as novas perspectivas de vida.

Embora o instinto materno também "grite" nos cárceres, não podemos negar que existem mulheres que não querem mais nem ver seus filhos e os abandonam definitivamente. Umas por não terem esperanças futuras e outras por abandono mesmo.

Assim sendo, os bebês que nasceram nos cárceres, tendo como acolhedores e tutores os pais provisórios, são mantidos por estes por tempo indeterminado, não ficando á mercê de mais uma triste e real situação, a da rejeição.


Fonte:http://www.eunanet.net/beth/revistazap/topicos/pprovisorios1.htm

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